Com mais um remédio reprovado, tratamento da doença de Alzheimer não avança há 17 anos

Demências como o Alzheimer já atingem 45 milhões de pessoas no mundo e não há tratamentos que atuem diretamente na doença

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Neurologistas, pacientes, familiares e associações do mundo inteiro acompanharam com ansiedade uma reunião realizada no dia 6 de novembro pelo Food and Drug Administration (FDA), a agência responsável por aprovar e regular os medicamentos nos Estados Unidos.

A pauta do encontro era a avaliação do aducanumabe, medicamento criado para tratar o Alzheimer, um dos tipos de demência mais comuns no mundo.

Desenvolvido pelas farmacêuticas Biogen e Eisai, o remédio é um anticorpo monoclonal aplicado uma vez ao mês por meio de infusões na veia. Se aprovado, ele custaria algumas dezenas de milhares de dólares por dose.

O FDA reuniu um painel de especialistas independentes, para que eles pudessem analisar os resultados dos estudos clínicos e ajudassem a agência a definir se a molécula deveria ser aprovada para prescrição pelos neurologistas.

O resultado do encontro, porém, frustrou as expectativas: após uma série de votações, os experts concluíram que ainda não se sentem convencidos sobre a eficácia do tratamento e não acham que existem evidências suficientes para liberar seu uso.

A decisão, porém, ainda não é definitiva: o FDA voltará a debater o tema em março de 2021, quando finalmente baterá o martelo. Mas, pelos resultados da reunião recente, a tendência é que a medicação seja reprovada e precise passar por novos testes antes de receber o sinal verde.

Fonte: BBC NEWS

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