BENEFÍCIOS DA ATIVIDADE FÍSICA NA TERCEIRA IDADE PARA A QUALIDADE DE VIDA

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O envelhecimento populacional é uma realidade que vem se mostrando cada vez mais preocupante no cenário dos países em desenvolvimento, pois estes apresentam um sistema de saúde mais precário.

No Brasil, apesar das dificuldades enfrentadas pelo país atualmente, é possível notar mudanças nos programas e políticas de saúde pública voltadas a esta questão.

Para isso, cuidar do ser que está passando pelo envelhecimento engloba não somente assuntos sociodemográficos, mas todos que tratam singularmente deste, como família, crenças, autonomia, situações psicológicas, espirituais e capacidade física.

O envelhecimento pode ser definido como perda da eficiência nos processos envolvidos
na manutenção da homeostase do organismo aumentando a vulnerabilidade ao estresse e
diminuição da viabilidade.

Enquanto processo biológico, transparece naturalmente e é responsável por mudanças no organismo do idoso. Com as alterações fisiológicas ocorrem, de certa forma, as do meio ambiente, social e cultural, oferecendo importantes contribuições no cotidiano da população
idosa. Os avanços tecnológicos, bem como as baixas taxas de natalidade, são, dentre
outros, apontados como fatores significativos para o envelhecimento populacional.

Observa-se que esses avanços são causadores de comodidade e dependência dos
idosos interferindo na qualidade de vida (QV), termo que engloba o desenvolvimento físico, social, psicológico e espiritual dos indivíduos.

O físico é determinado pela atividade funcional, força, cansaço, sono, repouso, dor e outros sintomas. O bem-estar social está relacionado à afetividade, entretenimento, trabalho, situação econômica e sofrimento familiar. O psicológico transparece por meio do receio, ansiedade, depressão e angústia, que podem gerar enfermidades e, por último, o espiritual, que tem seu significado baseado nos aspectos como esperança, incerteza, religiosidade e força interior.

Pode-se também definir QV como ampla forma dinâmica de entendimento, advindo
também diversos termos na literatura, porém, na realidade, é sempre compreendida na sua estrutura cultural, social, ambiental com consideráveis individualidades.

Para a Organização Mundial de Saúde (OMS), QV pode ainda sobrepujar a percepção de posições, expectativas e padrões de cada indivíduo.

A princípio, a pesquisa apresenta como limitações a reduzida amostra de idosas,
dificuldades das mesmas em referenciar os tipos de atividades físicas desenvolvidas,
como também a escassez de estudos atualizados, em especial os internacionais,
voltados para a referida temática, contudo representa base para pesquisas futuras e mais
aprofundadas, contribuindo significativamente para a comunidade científica.

A atividade física como fator contribuinte para a QV dos idosos teve proporções positivas
em todos os questionamentos e, apesar da dificuldade em falarem sobre os tipos de
exercícios praticados, apresentaram de forma objetiva, deixando clara a importância dessa
temática inserida no contexto de vida das pessoas. De acordo com os depoimentos, são
notáveis os progressos na saúde, condição física e, consequentemente, na QV.

Quanto à experiência de vida perante as práticas de atividades físicas, foi possível identificar empolgação, sentimentos que traduzem o quão bem se sentem com os movimentos físicos e os benefícios para o cotidiano que foram adquiridos, os quais
proporcionam liberdade para locomoverem-se sozinhas, desenvolverem tarefas diárias e
interagirem com a sociedade, além de promoverem bem-estar físico e mental.

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