Leucemia Linfoblástica Aguda na infância

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Dentre as neoplasias das crianças e adolescentes a leucemia é a mais comum representa 30%
e as formas agudas correspondem a 97% dos casos onde 80% são as LLA ( Leucemia
linfoblástica aguda).
A incidência é de 3-4 casos /100 mil crianças menores de 15 anos tendo o pico na faixa etária entre 2 a 5 anos .
Os sintomas da LLA  devem-se ao acúmulo das células blásticas na medula óssea
prejudicando a produção de células normais .É característica das leucemias agudas a presença da tríade leucêmica, que são manifestações de anemia, infecções e hemorragias.Outros sintomas comuns são: linfonodomegalia, hepato-esplenomegalia ,vômitos,dor abdominal,dor óssea, cefaleia, mau funcionamento dos rins e aumento do volume testicular.
Quando estes sintomas estão presentes a LLA teve inicio provável a menos de 3 meses . A
evolução clínica é rápida e a sobrevida em pacientes não tratados ou que não respondem a
terapia não ultrapassa 6 meses.
No diagnóstico laboratorial das leucemias o hemograma fornece informações úteis como a
presença de anemia , trombocitopenia e alterações no número de leucócitos. A etiologia da LLa permanece desconhecida embora sejam enfatizados como possíveis causas : efeitos de
irradiação, exposição a drogas , fatores genéticos , fatores imunológicos e vírus.
A leucometria está aumentada na grande maioria dos casos , mas pode também ocorrer  neutropenia. A contagem de plaquetas está abaixo de 100 mil.O hemograma mostra a presença de linfoblastos na maioria dos pacientes e o diagnóstico definitivo baseia se no mielograma; que é geralmente hipercelular e encontra-se infiltrada por linfoblastos e confirmado por estudos citogenéticos .
A LLA é classificada quanto a morfologia dos blastos em três subtipos segundo a FAB confirmado (sistema francês, norte americano e britânico) denominados L1 , L2 e L3 .O subtipo L1 é o mais frequente , sendo caracterizado por blastos pequenos e um aumento da relação núcleo/citoplasma .Por outro lado o subtipo L2 apresenta blastos maiores , mais não uniformes, com um nucléolo proeminente e uma relação núcleo/citoplasma menor.      O subtipo L3 é a forma é a forma mais rara e de pior prognóstico, caracteriza se por uma vacuolização citoplasmática intensa, conhecida como Linfoma de Burkitt.

Considerando a classificação pela imunofenotipagem as LLA são divididas pela presença de marcadores específicos , podendo ser LLA-B , T ou Pré B. Estas classificações têm a finalidade de determinar o prognóstico e o protocolo de tratamento.
A principal modalidade terapêutica é a poliquimioterapia, sendo os protocolos reconhecidos
mundialmente( Protocolo BFM-95). Como terapia adjuvante e também profilática do SNC
(sistema nervoso central)utiliza-se radioterapia bem como administração intratecal de
quimioterápicos.
A sobrevida em cinco anos de crianças com LLA é de aproximadamente 75 a 80%.

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Sugestão de filme sobre o tema : Uma Prova de Amor .

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